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Em 2009 o governo da Grécia anunciou que o déficit do orçamento do país, ou seja, a diferença entre o que o país gasta e o que arrecada, representava 13,6% do PIB, um dos índices mais altos da Europa e quatro vezes acima do tamanho permitido pelas regras da chamada zona do euro.
Essa situação afastou investidores, que não queriam mais emprestar dinheiro ao país e obrigou a União Europeia e o FMI a negociarem durante meses um programa de ajuda.
Analisando a situação da Grécia, os mercados começaram a duvidar da capacidade de outros países europeus de pagar sua dívida, especialmente Portugal, Espanha, Irlanda e Itália, o que provocou uma grande desvalorização do euro, a moeda comum a esses países. Foi preciso a intervenção da União Europeia e do Banco Central Europeu para garantir o poder de compra do euro.
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Por globalização entende-se, geralmente, o processo de integração de economias e mercados nacionais, mas o fenômeno não se restringe à economia. A interdependência dos países e das pessoas se dá também no espaço social e cultural, sobretudo devido ao aumento da universalização do acesso aos meios de comunicação, como, por exemplo, a Internet, que amplia sobremaneira a integração e a troca de ideias e informações.
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Liberalismo é uma doutrina política elaborada no final do século XVIII que se funda no princípio da liberdade individual, na livre concorrência econômica, na igualdade jurídica dos cidadãos, na divisão dos poderes, na afirmação de um estado de direito garantido por uma constituição, na participação dos cidadãos na vida política, na representação do eleitorado em um parlamento dotado de poder legislativo, na soberania do estado leigo e na tolerância religiosa.
O liberalismo econômico - formulado pela primeira vez pelo filósofo e economista escocês Adam Smith - defende a mínima interferência do estado na economia, sustentando que a liberdade econômica conduziria a uma sociedade mais harmoniosa e igualitária e ao aumento da prosperidade. Na política econômica internacional a ênfase é sobre o livre comércio e a livre circulação de capitais. Os defensores dessa posição argumentam que o livre fluxo dos investimentos favorece os países pobres que recebem aportes de capital dos países ricos. Os críticos, no entanto, sustentam que essa liberalização multiplica dramaticamente o impacto das crises em escala global. Na política interna, essa doutrina defende a mínima intromissão dos governos nos mercados, principalmente no mercado de trabalho, a privatização das empresas públicas o abandono do estado do bem-estar social. Os críticos dessas políticas atribuem a elas os problemas crescentes de tensão, exclusão e violência social.
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Os Estados Unidos respondem sozinhos por mais de 30% do consumo internacional. Com a crise, as famílias americanas gastam menos, o que faz as vendas caírem e diminui a demanda do país por matérias-primas para produção de bens. A diminuição das importações logicamente afeta os países exportadores que, por sua vez, passam a reduzir suas produções e a importar menos. E assim, a crise vai se alastrando......
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A quebra da Bolsa de Nova York foi o estopim de uma dramática crise econômica que desestabilizou a economia mundial em 1929, com graves repercussões por causa da dependência econômica da maior parte dos países em relação aos Estados Unidos, eixo central do sistema capitalista. A crise repercutiu internacionalmente durante os primeiros anos da década sucessiva, período conhecido como o da Grande Depressão.
Depois da 1ª Guerra Mundial, os Estados Unidos conheceram um período de prosperidade alavancada, sobretudo, pelos setores ligados aos produtos industrializados, como, por exemplo, o setor automobilístico. A alta produtividade permitia manter inalterados os salários e os preços dos produtos no mercado e isso favorecia os investimentos que, por sua vez, permitiam o aumento da produtividade.
Todavia, os fatores da crise já se anunciavam porque aos investimentos e ao contínuo aumento da produtividade não correspondia um crescimento proporcional do poder aquisitivo e as economias europeias, aos poucos foram se regenerando dos males da Primeira Guerra e diminuindo as importações de produtos norte-americanos. Além disso, o Liberalismo era a política econômica em evidência, na qual não foram postos limites à atividade especulativa dos bancos e da bolsa de valores: compravam-se títulos para revender, sem preocupação com sua qualidade e o aumento da demanda elevava as cotações. Os representantes de holdings que detinham carteiras de ações, interessados nessa supervalorização, faziam declarações otimistas estimulando os poupadores à compra de ações. Esse aumento do valor das ações era artificial porque não correspondia a um efetivo aumento da produção e da venda de bens. Assim, depois do crescimento vertiginoso, as ações caíram drasticamente, obrigando os portadores a uma venda maciça que provocou a quebra. Quinta-Feira Negra foi a expressão utilizada para descrever o dia 24 de outubro de 1929, o dia em que Bolsa de Nova York quebrou.
A quebra teve efeitos devastadores: acionistas ficaram arruinados, bancos foram à falência, a produção industrial se estagnou gerando desemprego em massa. A crise se propagou, especialmente a de países agro exportadores, (como no caso do Brasil, que acabou resultando na Revolução de 30): o comércio internacional diminuiu consideravelmente, em muitos países o setor da construção civil sofreu uma brusca parada, as áreas rurais e agrícolas sofreram consideravelmente em função da queda de preços. As zonas minerais foram as mais afetadas por causa da forte diminuição da demanda e das alternativas reduzidas de emprego.
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1945- A Segunda Guerra Mundial:
Milhões de vidas humanas perdidas, cidades arrasadas, economias destruídas: essas foram as consequências da Segunda Guerra Mundial. Ao final do conflito, a situação era catastrófica na maioria dos países diretamente envolvidos no conflito: a economia ficou quase totalmente paralisada, com uma séria escassez de alimentos, uma inflação descontrolada e um agressivo mercado negro. Fábricas foram destruídas pelo fogo dos ataques aéreos; a demanda interna caiu com a cessação das encomendas militares e o comércio exterior sofreu restrições das forças de ocupação.
A destruição dos países europeus e do Japão teve profundas repercussões no sistema internacional. Um dos efeitos mais importantes das negociações de paz foi o papel de líder da ordem econômica mundial capitalista que os Estados Unidos passaram a exercer. O dólar passou a ser a única moeda aceitável em pagamentos internacionais e foram criadas duas importantes instituições: o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, ambas com sede em Washington e dominadas pelos Estados Unidos. Para completar a obra de reconstrução da ordem internacional, dois anos depois foi criado o GATT (Organização Mundial do Comércio), um acordo geral sobre as tarifas comerciais com a finalidade de liberalizar as trocas multilaterais e reduzir progressivamente as barreiras alfandegárias.
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No dia 17 de outubro, as nações membros da OPEP anunciaram a suspensão do fornecimento de petróleo aos Estados Unidos e aos seus aliados da Europa Ocidental, em represália ao apoio dado por esses países à ocupação de territórios palestinos por Israel, durante a Guerra do Yom Kipur. Além disso, a Organização estabeleceu cotas de produção para cada membro e quadruplicou os preços.
Essas medidas desestabilizaram a economia mundial dos países extremamente dependentes do petróleo da OPEP, provocando um forte efeito inflacionário e uma redução da atividade econômica: os países industrializados acabaram o ano de 1974 com um déficit de cerca de US$ 11 bilhões e os subdesenvolvidos, de quase US$ 40 bilhões.
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1979- O segundo choque do petróleo
No Irã, segundo maior exportador da OPEP, uma revolução derrubou o xá Reza Pahlavi e instalou a república islâmica no pais, sob o comando do Ayatollah Ruhollah Khomeini. Mohammad Reza Pahlavi, foi o último xá (monarca) da Pérsia. Reinou de 1941 a 1979, com uma política econômica extremamente favorável aos Estados Unidos, permitindo às multinacionais explorarem os recursos do país e provocando um grande descontentamento da população, que não suportava o seu regime ditatorial e as repressões da sua polícia secreta (SAVAK). Várias tentativas de assassinato ou de golpe de estado foram organizadas, sobretudo por grupos religiosos islâmicos, às quais os Xá respondeu com repressão sem precedentes. Em 1979, teve de abandonar a Pérsia e refugiar-se nos Estados Unidos, onde obteve asilo político, sob a condição de vincular seu patrimônio aos bancos norte-americanos.Segundo o Islamismo, o título de Ayatollah ou, em português, aiatola, é o mais alto cargo da hierarquia religiosa. Khomeini regeu o Irã com pulso de ferro, tendo inaugurado o atual estado xiita iraniano, que governou até morrer, em 1989.. A produção de petróleo foi gravemente afetada e o preço do barril atingiu níveis recordes, agravando a recessão econômica mundial. Nos Estados Unidos, teve início uma drástica elevação da taxa de juros que se aprofundou na década de 1980, expondo os países da América Latina ao endividamento externo para financiar os déficits comerciais.
Esse segundo choque fez com que as nações buscassem acelerar a implantação de processos substitutivos e de melhoria de eficiência energética, para reduzir a dependência do petróleo. Nesse contexto, começaram a ser testadas e implementadas diversas alternativas tecnológicas: geração nuclear, uso de energias renováveis e melhoria da eficiência no uso e produção de eletricidade.
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1982- A moratória mexicana
Com as crises do petróleo de 1973 e 1979, os países latino-americanos em geral viram-se obrigados a recorrer ao endividamento externo para financiar seus déficits comerciais sucessivos. Outros fatores, como a elevação da taxa de juros dos Estados Unidos e a recessão mundial agravaram a situação, sobretudo dos países extremamente dependentes da economia estadunidense, como o México, cujo comércio e financiamento eram em grande parte realizados com o vizinho do norte. Em setembro de 1982, com suas reservas esgotadas, o México anunciou que não tinha mais como cumprir seus compromissos e solicitou uma moratória dos pagamentos da dívida e uma renegociação da dívida a vencer nos meses seguintes. A decisão do México fez com que os credores passassem a desconfiar da capacidade de pagamento dos demais países latino-americanos e, em consequência, a dificultar o acesso ao financiamento externo, provocando graves crises de liquidez nesses países. Também contagiado pela crise, o Brasil assinou com o FMI, em fevereiro de 1983, um acordo que estabelecia para o país uma série de metas sobre déficit público, inflação, moeda e câmbio. Com o respaldo desse acordo, foram assinados outros, com os bancos credores, o que permitiu a rolagem da dívida e a concessão de novos empréstimos.
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1987 - A nova crise da Bolsa de Nova York
Em outubro de 1987, os mercados americanos sofreram sua maior queda em um único dia em tempos de paz: o índice Dow Jones da bolsa de Nova York sofreu queda de 22%, arrastando os mercados da Europa e do Japão. Segundo os economistas não se pode apontar uma única causa para a queda da "segunda-feira negra" (19 de outubro), mas costuma-se atribuí-la a estratégias arriscadas de investimento e aos sistemas eletrônicos de negociação. Com esses sistemas (programme trading) o computador é programado para efetuar imediatamente a compra ou venda de grande quantidades de ações de acordo com a tendência de alta ou de baixa do mercado. De fato, naquele dia registrou-se a transação de mais de 600 milhões de ações, record nunca antes alcançado em Wall Street.
As previsões que se seguiram à crise foram terríveis: temia-se que o crash causasse uma longa recessão como a que se seguiu à crise de 1929. Mas isso não aconteceu. Não houve crise de liquidez no sistema bancário e nenhuma preocupação com a solvência dos sistemas financeiros. Os setores de bens e serviços não diretamente ligados ao mercado de ações não foram envolvidos na crise. Segundo os pesquisadores isso se deveu à intervenção do bancos, em especial do FED (banco central dos EUA), que responderam imediatamente à crise fornecendo crédito às instituições financeiras atingidas. Além disso, muitas empresas anunciaram imediatamente programas de recompra das próprias ações, mostrando como a queda tinha sido sem fundamento. Portanto, a quebra teve pouco efeito direto sobre a economia e os mercados se recuperaram rapidamente.
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1994 - Efeito tequila
Em 20 de dezembro, o governo mexicano tomou uma decisão que provocaria uma gigantesca crise: desvalorizou o peso mexicano. Essa desvalorização provocou o chamado "efeito-tequilla", que afetou principalmente as economias da América Latina durante o ano de 1995. A principal causa da crise foi a desestabilização econômica do país, provocada pela falta de competitividade das empresas mexicanas em relação às multinacionais que se instalaram no país por causa do NAFTA. Os capitais estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos, iniciaram a fuga, os preços dispararam, os créditos foram interrompidos e, em consequência da paralisação da produção, ressurgiu a desocupação. Para enfrentar a crise, o presidente mexicano - Ernesto Zedillo - recorreu aos Estados Unidos, seu principal sócio na NAFTA, que colocou à sua disposição um fundo de 20 bilhões de dólares, para garantir o cumprimento dos compromissos financeiros. No final de 1995 a crise estava sob controle, mas o PIB do país retrocedeu, milhares de empresas fecharam as portas e a inflação chegou a 50% ao ano. O efeito-tequilla se espalhou pelos países da América Latina, com uma fuga de capitais, que reduziu rapidamente o volume de reservas internacionais. Na economia brasileira o efeito provocou rearranjos na política econômica pós-Real, com um forte arrocho na política monetária e de crédito e uma mudança na política cambial, como desvalorização da moeda nacional em torno de 6%.
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1997 - A queda da Bolsa de Hong Kong
No século XIX, a China foi submetida à política imperialista inglesa. Entre os anos de 1839 e 1842 eclodiu a Guerra do Ópio, na qual Hong Kong foi ocupada pela Inglaterra. Em 1898, como resultado de um acordo de paz, a China entregou o território de Hiong Kong por um período de 99 anos. Em 1997, findo o prazo, Hong Kong volta a ser posse da China. A incerteza provocada por esta mudança acaba desestabilizando a economia, afetando as bolsas de valores de todo o mundo. Hong Kong foi o estopim da crise de 1997. Em outubro, a bolsa de Hong Kong caiu, derrubando as Bolsas de todo o mundo. O declínio de 10,41% - o maior registrado na história do mercado em um dia - foi provocado por um ataque especulativo contra a moeda local. Para fazer frente à ameaça de desvalorização do dólar de Hong Kong, as autoridades monetárias locais elevaram as taxas de juros, o que fez cair a bolsa. Os analistas também apontam como possível causa a sobrevalorização do mercado imobiliário de Hong Kong.
A queda da bolsa de Hong Kong ocorreu em meio a uma crise generalizada nos mercados financeiros de vários Tigres Asiáticos: em maio, uma crise de menor intensidade já havia derrubado as economias mais frágeis do Sudeste Asiático: a Tailândia foi primeira a afundar: sua moeda chegou a sofrer uma desvalorização de 18% em um dia, os maiores bancos do país chegaram a registrar queda de até 93% nos lucros e 56, dos 91 existentes no país foram fechados. Este quadro se repetiu ainda na Indonésia, Malásia, Filipinas. Em novembro, foi a vez das economias asiáticas mais prósperas serem atingidas em cheio. Em decorrência da crise, a Bolsa de Nova York registrou uma das maiores quedas da sua história e a Bolsa de São Paulo sofreu queda de 8,15%.
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1998 - A crise chega ao Brasil e Rússia
Os desdobramentos da crise asiática de 1997 se fizeram sentir no Brasil nos anos seguintes. Já no final de 1997 o governo brasileiro tinha elevado a taxa de juros tentando reduzir a evasão de reservas. Quando a situação parecia ter se estabilizado, o estouro de mais uma crise financeira, dessa vez na Rússia, em agosto de 1998, forçou novamente o governo a elevar a taxa de juros, o que não impediu, porém, que os capitais continuassem a sair do país. Como resultado dessas crises, o PIB brasileiro cresceu apenas 0,1% em 1998. Nossas reservas cambiais caíram acentuadamente o que forçou o governo a desvalorizar o real em janeiro de 1999.
A desvalorização provocou aumento imediato no preço de todos os produtos importados, como petróleo, trigo e outros alimentos, máquinas e equipamentos industriais, com repasse desse aumento aos preços internos e uma consequente redução do poder aquisitivo da população, prejudicando também a produção industrial, o comércio e os serviços em geral. Além disso, essa desvalorização tornou mais oneroso, em reais, o pagamento dos juros da dívida externa, pública e privada. Esse fator, associado à insegurança gerada entre os investidores, obrigou o governo a aumentar novamente a taxa de juros, mantendo baixo o nível de atividade econômica. A necessidade de manter as taxas de juros altas causou uma enorme elevação da dívida externa (1995: US$ 145 bilhões; 1999: US$ 245 bilhões) e interna, o que provocou certa limitação no crescimento da economia. O crescimento do PIB em 1999 foi de apenas 0,8%, o que fez permanecer elevada a taxa de desemprego.
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2000 - O estouro da bolha do mercado de tecnologia
No início do ano, um turbilhão desestabilizou o mercado de ações norte-americano: a NASDAQ acusou uma queda acumulada de 25%, seu pior desempenho em 29 anos de história. No ano anterior, os resultados da NASDAQ tinham sido muito superiores aos de outras bolsas de valores, com um ganho superior a 85% para os investidores: mais de três vezes o desempenho de Wall Street. Mas no início do ano a bolha do mercado de tecnologia estourou. As ações de empresas de alta tecnologia despencaram nos Estados Unidos e na Europa por causa dos sintomas de desaceleração da economia norte-americana, da alta dos índices de inflação e do desempenho desalentador de uma das mais importantes fabricantes de computadores: a Gateway. Por contágio, o índice que mede o desempenho das ações das empresas mais tradicionais, o Dow Jones, despencou 5,6%. No Brasil, os reflexos foram prejuízos e cortes nos investimentos das empresas do setor. Todas enxugaram seus custos e muitas fecharam as portas.
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2001 - O efeito 11 de setembro
Após os atentados de 11 de setembro, o pânico se instalou nos Estados Unidos, criando um clima de insegurança medido não só pelo comportamento das pessoas, mas também pela reação da economia. Os atentados agravaram os efeitos do "estouro da bolha" que já vinha sendo sentido pela economia mundial no final de 2000 e princípio de 2001. A economia americana, em particular, já vinha num processo de desaceleração por conta das perdas acumuladas pelas Bolsas, especialmente a NASDAQ. Pela primeira vez, em quase vinte anos, as economias dos Estados Unidos, do Japão e da Europa registraram redução simultânea na taxa de crescimento. A freada do comércio global foi uma das maiores dos tempos modernos.
Estados Unidos, União Europeia e Japão, juntos, são responsáveis por 65% das importações mundiais. Quando pararam de comprar, afetaram a economia de todo o planeta. O setor mais afetado foi o do turismo: viagens foram canceladas, cruzeiros mudaram de rota, o nível de ocupação nos hotéis caiu de 80% para 20%. No bloco dos países emergentes, no qual se inclui o Brasil, os efeitos foram nítidos: em um ambiente de incerteza, os investidores evitaram as nações em desenvolvimento e buscaram refúgio em aplicações mais seguras. Sem poder vender seus produtos e sem receber investimentos externos como antes, esses países enfrentaram problemas para conseguir os dólares necessários ao pagamento de suas dívidas externas. Para se ter uma ideia, em 2001, o Brasil recebeu US$ 21 bilhões em investimentos; esse valor caiu para US$ 18,7 bilhões em 2002 e para US$ 12,9 bilhões em 2003.
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2002 - O efeito tango
Nesse ano, após um longo período de recessão, a Argentina se viu mergulhada numa crise profunda, a mais grave em um século: as vendas do comércio, as de imóveis e as de carros despencaram, o desemprego atingiu 16% da população economicamente ativa, 10 milhões dos 37 milhões de argentinos ficaram abaixo da linha de pobreza. O aumento da dívida externa e a incapacidade de conseguir organizar as finanças públicas fez com que o país deixasse de contar com a confiança dos investidores internacionais. Por trás da crise, estava o descontrole dos gastos, a explosão da dívida pública e a paridade cambial. Com os preços atrelados ao dólar, as exportações foram muito prejudicadas, causando um sério problema de falta de competitividade no mercado internacional. Domingo Cavallo, ministro argentino da economia, recorreu a um tratamento de choque: decretou um pacote que cortou salários de funcionários públicos, aumentou o imposto do cheque e deu calote parcial nos fornecedores do Estado. O tratamento não conseguiu eliminar a fragilidade da economia platina. Um dia depois do pacote, o índice risco-país da Argentina, que dá a medida da confiança dos investidores estrangeiros, subiu às alturas, com 1.519 pontos. E mais uma vez o contágio se fez presente, dessa vez com o nome de "efeito-tango": as bolsas despencaram na América Latina e o dólar disparou no Brasil, no Paraguai, no Uruguai, no Peru, no México e até no Chile - considerada a economia mais estável da região.
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2007- A queda da Bolsa de Xangai
Nesse ano, a onda de choque veio da China. Em fevereiro, a Bolsa de Xangai despencou 8,8%, causando um abalo nos mercados acionários mundiais. A queda foi causada pelos rumores de que o governo chinês, buscando evitar o superaquecimento do mercado financeiro, pretendia taxar em 20% os ganhos de capital no país. As autoridades chinesas negaram os rumores, mas os reflexos da crise já tinham provocado reação negativa na maioria das bolsas de valores do mundo: a de Nova Iorque chegou a recuar 4,32%, fechando em baixa de 3,29%. Na Europa, o choque provocou perdas nas Bolsas de Londres, Paris e Frankfurt. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não ficou imune: teve a maior queda desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. A crise não foi duradoura: após uma semana os índices das bolsas voltaram aos patamares anteriores à queda.
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2007 - A crise das subprimes
Nesse ano, a onda de choque veio da China. Em fevereiro, a Bolsa de Xangai despencou 8,8%, causando um abalo nos mercados acionários mundiais. A queda foi causada pelos rumores de que o governo chinês, buscando evitar o superaquecimento do mercado financeiro, pretendia taxar em 20% os ganhos de capital no país. As autoridades chinesas negaram os rumores, mas os reflexos da crise já tinham provocado reação negativa na maioria das bolsas de valores do mundo: a de Nova Iorque chegou a recuar 4,32%, fechando em baixa de 3,29%. Na Europa, o choque provocou perdas nas Bolsas de Londres, Paris e Frankfurt. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não ficou imune: teve a maior queda desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. A crise não foi duradoura: após uma semana os índices das bolsas voltaram aos patamares anteriores à queda.
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2008 - Agravamento da crise das subprimes
A crise das subprimes se estendeu a 2008. Impossibilitados de pagar as dívidas referentes aos financiamentos imobiliários, muitos mutuários passaram a devolver os imóveis, impulsionando a derrocada dos preços. Em janeiro de 2008, o índice de inadimplência chegou a 21%, levando o Fed -Federal Reserve, o banco central americano - a fazer dois cortes seguidos na taxa de juros. Ainda assim, as instituições de crédito não se recuperaram e a onda de falências continuou. Em fevereiro, o governo americano anunciou um pacote de US$ 168 bilhões para estimular o consumo e conter a desaceleração econômica. Neste mesmo mês, a crise chegou à Inglaterra, repercutindo na nacionalização de um de seus maiores bancos, o Northern Rock.
O que se vê a seguir é um esforço do governo americano para evitar o alastramento do problema por todo o sistema financeiro. Há também a criação de fundos, uma iniciativa dos dez maiores bancos americanos para socorrer outras instituições que passem por eventuais dificuldades. No mundo todo, as bolsas de valores sentem os efeitos da crise. Na Rússia, o pregão chegou a ser suspenso após uma queda de 10% no mercado. Em setembro, o Tesouro dos Estados Unidos anunciou um novo plano de US$ 700 bilhões a fim de conter a instabilidade. O anúncio dá novo ânimo às bolsas de valores, que chegam a ter altas de 10% na Europa e no Brasil.
No dia seguinte, porém, o pacote de medidas é rejeitado na Câmara dos Deputados e o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York tem a maior queda da história. No Brasil, o Pregão da Bovespa chegou a ser fechado devido à queda de mais de 10%. Um novo pacote, da ordem de US$850 bilhões foi então apresentado e aprovado em 3 de outubro. Pelo plano o tesouro americano poderá usar o dinheiro para comprar os chamados "títulos poderes", lastreados em hipotecas e que estão na carteira de bancos, seguradoras e fundos de pensão.
História >> As Grandes Crises Econômicas
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